Premiação do Congresso Brasileiro de Diabetes 2011

É com imenso orgulho que anunciamos a conquista de dois grandes prêmios aos trabalhos levados pelo serviço de Diabetes HUPE 2011.

Publicado em Sem categoria | 5.522 comentários

Pioglitazona e NASH

A palestra do Dr De Fronzo enfatizou o efeito benéfico da pioglitazona no tratamento da NASH. Esta glitazona age sobre os receptores PPAR gama promovendo a maturação dos adipócitos dos tecidos periféricos e redistribuindo assim a gordura visceral. Sabemos das complicações inerentes da NASH e ainda não há tratamento específico. A pioglitazona surge como uma nova perspectiva terapêutica.

Publicado em Sem categoria | 7.293 comentários

Os dozes apóstolos da Resistência Insulínica

No dia 21 de outubro, o Dr. Mario Saad apresentou a conferência máster: Os dozes apóstolos da Resistência Insulínica, explanando, de maneira didática, sobre os mecansimos fisiopatológicos envolvidos na síndrome desta resistência. Deu ênfase no mecanismo de resistência hipotalâmica, associado também à resistência à leptina. Segundo ele, um melhor entendimento destas descobertas certamente será foco para o desenvolvimento de novas drogas para tratar a resistência à insulina e o DM2.

Publicado em Sem categoria | 8.309 comentários

Congresso Brasileiro Diabetes 2011

O Estudo Multicêntrico de DM1, apresentado pela professora Marília de Brito Gomes, teve como objetivo avaliar a proporção de pacientes com DM1 com controle glicêmico adequado (Hb<7%) nas diferentes regiões do país, além de fatores como qualidade de vida, controle clínico e perfil lipídico e a prevalência de complicações crônicas nesta população.
Para isso foram realizadas entrevistas com o paciente e com familiares e busca de dados em prontuários em todas as regiões do Brasil. O número de pacientes foi distribuído pelas diferentes regiões de acordo com a proporção de indivíduos em cada região e dados de prevalência de DM2.
Observou-se que os métodos de determinação da HbA1 ainda não está padronizado em todo país. Foi concluído que a maioria dos pacientes, independente da região, não apresentou controle glicêmico e metabólico adequado. Além disso, há uma importante agregação de fatores cardiovasculares, como sobrepeso e obesidade nestes pacientes.

Publicado em Sem categoria | 3.580 comentários

Diabetes e “Bem Estar”

Na última quarta feira, no programa “Bem Estar” da Rede GLOBO, tivemos a participação da Dra. Marília B. Gomes junto do Dr. Alfredo Halpern para a discussão do tema DIABETES.
O programa foi bastante esclarecedor, com uma linguagem simples e bastante “ilustrativa”. Vale a pena conferir!
Segue o link do programa:

http://g1.globo.com/videos/bem-estar/t/edicoes/v/diabetes-acomete-dez-milhoes-de-brasileiros/1644678/

Publicado em Complicações crônicas do Diabetes, Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2, Tratamento do DM | 7.827 comentários

NEFROPATIA DIABÉTICA – Avaliação da Taxa de Filtração Glomerular

Diante da dificuldade de se determinar na prática clínica a taxa de filtração glomerular (TFG) com as fórmulas atuais, a medida do clearance de Cistatina C surge como mais uma ferramenta para nos auxiliar neste fim.
A Cistatina C é uma proteína de baixo peso molecular secretada por todas as células nucleadas. Esta proteína é filtrada pelo glomérulo e totalmente metabolizada no túbulo proximal, sendo o valor do seu clearance uma medida mais precisa da TFG. No entanto, ainda não dispomos de padronização para o seu uso e são necessários mais trabalhos comparando-o com os métodos atuais (MDRD e Cockroft-Gault).
A avaliação da TFG pela fórmula MDRD está mais indicada para os pacientes com doença renal crônica. Entretanto, a mesma subestima a TFG quando acima de 90 mL/min. Apesar de menos precisa, a fórmula de Crockroft-Gault é mais utilizada na prática clínica por ser menos complexa e mais fácil de calcular.

Publicado em Complicações crônicas do Diabetes | 8.239 comentários

NEFROPATIA DIABÉTICA-Albuminúria é o melhor marcador diagnóstico e prognóstico da nefropatia? SIM. É um marcador de doença renal ou de doença vascular?

A proteinúria clínica , definida como a presença persistente de excreção de proteína na urina superior a 300mg/l ou de excreção de albumina na urina (EAU) superior a 200mcg/min, é a característica principal da nefropatia diabética e está associada ao declínio progressivo da taxa de filtração glomerular. A proteinúria em si contribui para o comprometimento renal. Além de ser um marcador precoce de dano renal , a microalbuminúria indica injúria vascular. É um fator de risco independente para doença cardiovascular sendo correlacionada com outros marcadores de risco de lesão endotelial como por exemplo: aumento dos níveis de PCR, vWF, hipertrofia ventricular esquerda, IMT (Espessura de íntima média), dislipidemia, hipertensão, tabagismo, diabetes e idade. Os pacientes microalbuminúricos assim como macroalbuminúricos já apresentam um perfil aterogênico que favorece o desenvolvimento de doença arterial coronariana (DAC). Essas anormalidades associadas incluem ainda a ausência de descenso noturno da PA, aumento da PA, dos triglicérides, do colesterol total, do LDL-C queda do HDL-C. É mais freqüente que estes paciente apresentem retinopatia diabética, amputação de membros inferiores, DAC, e acidente vascular encefálico (AVE). Além disso, a microalbuminúria per se é um fator de risco independente para DAC e para um aumento de mortalidade, tanto em pacientes com DM1 quanto em DM2. A função renal mensurada pela taxa de filtração glomerular, em geral se matem estável nos pacientes microalbuminúricos, ainda que possa apresentar declínio significativo em alguns. Embora a microalbuminúria seja considerada um fator de risco para o desenvolvimento de macroalbuminúria, nem todos os pacientes progridem para esse estágio e alguns retornam para a fase de normoalbuminúria (principalmente os pacientes com DM1).

Publicado em Complicações crônicas do Diabetes | 4.422 comentários

NEFROPATIA DIABÉTICA: Todos os pacientes com microalbuminúria devem ser tratados, mesmo normotensos?

Em pacientes normotensos e normoalbuminúricos, conforme mostrado no estudo publicado na NEJM em 2009 (Renal and retinal effects of enalapril and losartan in type I diabetes), não devemos utilizar IECA ou BRA para a prevenção primária da nefropatia diabética, pois não mostrou diminuição na progressão desta.
A meta-análise publicada na Ann Intern Med 2001 (Should all patients with type 1 diabetes mellitus and microalbuminuria receive angiotensin-converting enzyme inhibitors?) com 12 trials em DM1 não hipertensos e com microalbuminúria mostrou que o uso de IECA levou a uma significativa redução da progressão para macroalbuminúria e o aumento da chance de regressão para normoalbuminúria.
Em relação aos pacientes com DM2, o estudo RENAAL (que usou losartan) e o IDNT (com ibesartan) demonstrou que os BRAs comparado a outras classes de anti-hipertensivos (exceto IECA) mostraram significativo benefício renal, diminuição do índice de doença renal terminal, diminuição em mais de 30% de proteinúria e diminuição da hospitalização por Insuficiência cardíaca.
O estudo DETAIL, com diabéticos expostos a telmisartan e enalapril, sugeriu ação semelhante entre as duas classes.
Sobre o duplo bloqueio do sistema renina angiotensina, a associação de IECA e BRA se mostrou efetiva na redução da excreção urinária de albumina em pacientes hipertensos DM2 quando comparado ao uso isolado dessas drogas. No entanto, essa associação mostrou efeito ruim na TFG e na mortalidade, conforme descrito no estudo ONTARGET.
Estudo do NEJM de 2008 (AVOID) mostrou que a associação de losartan com alisquireno é superior para a diminção da albuminúria se comparado com o losartan isoladamente.

Publicado em Complicações crônicas do Diabetes | 8.276 comentários

SEMANA HUPE- Obesidade no DM1. Suas consequências

A Dra Roberta Cobas abordou as consequências da obesidade no DM1 e os mecanismos pelos quais ela ocorre. Também comentou sobre a Diabulimia. Uma foma de transtorno alimentar peculiar de adolescentes com DM1 que omitem as doses de insulina para poder manter o peso.

Publicado em Diabetes Tipo 1 | 4.943 comentários

SEMANA HUPE- Diagnóstico diferencial entre DM1 e DM2 na criança e no adolescente

Como diferenciar o tipo de Diabetes num adolescente ou criança obesa com diagnóstico recente de Diabetes? E o Diabetes Duplo, quando pensar neste diagnóstico?

Publicado em Sem categoria | 3.697 comentários